Tontura e desequilíbrio: quando a causa pode estar além do ouvido
Tontura, vertigem, desequilíbrio e dificuldade para caminhar são queixas muito comuns. Em muitos casos, a causa é identificada rapidamente. Em outros, porém, pacientes passam por diferentes consultas e exames antes de chegar a um diagnóstico.
Estudos do pesquisador David Newman-Toker e colaboradores, da Johns Hopkins University, mostram como o diagnóstico das síndromes vestibulares pode ser desafiador e como alguns pacientes percorrem um longo caminho até receberem uma avaliação especializada.
Uma das razões é que o equilíbrio não depende apenas do ouvido interno. Para sabermos onde estamos e como nos movimentamos no espaço, o cérebro precisa integrar continuamente informações do sistema vestibular, da visão e da propriocepção.
No centro dessa integração está o cerebelo. Ele participa do controle do equilíbrio e da marcha, mas também ajuda a calibrar os reflexos vestibulares e os movimentos dos olhos. Alterações do cerebelo e de suas conexões podem, portanto, provocar tontura, instabilidade, dificuldade para caminhar e diferentes tipos de nistagmo.
Por isso, os olhos podem fornecer pistas importantes sobre a origem da tontura. O padrão do nistagmo, a resposta dos olhos aos movimentos da cabeça e seu comportamento em diferentes posições ajudam a distinguir problemas do ouvido interno de alterações das vias vestibulares e do sistema nervoso central. Manobras específicas e exames dos movimentos oculares e do reflexo vestíbulo-ocular podem complementar essa investigação.
Nem toda tontura, portanto, vem do “labirinto”. Em alguns pacientes, a causa pode estar no cerebelo, no tronco cerebral ou nas conexões responsáveis por integrar visão, sistema vestibular e controle postural.
O Dr. Leonardo Ariello atua nas áreas de Neuro-Oftalmologia e Neuro-Otologia, com especial interesse nas causas neurológicas da tontura, vertigem, nistagmo e alterações da marcha. Desenvolve também pesquisas sobre o sistema vestibular, movimentos oculares e doenças do cerebelo.
Em pacientes com tontura persistente, desequilíbrio ou sintomas ainda sem uma explicação clara, uma avaliação direcionada pode ser fundamental. Afinal, para compreender o equilíbrio, muitas vezes é preciso procurar as respostas nos olhos, no ouvido e no cérebro.
Uma avaliação direcionada — que investiga o ouvido, os olhos e o cérebro — pode ser decisiva. Agende uma consulta com a nossa equipe.
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